Randômicas do sabadão.
Croque Monsieur no café da manhã. Cidade (livraria, fuçação generalizada). Bolo “polenta de limão” no Driftwood’s, onde o garçom fofo elogiou meu casaco. Rodar de carro pelo countryside, procurando uma granite farmhouse como a nossa que tivesse um front porch igual ao que queremos, já que a autorização para construirmos um foi NEGADA pela prefeitura e queríamos fotos para provar que sim, isso existe. Sucesso: zero.

Acha que beleza e talento não combinam? Think again (Bat For Lashes prestes a lançar álbum novo, por sinal - preciso investigar).
A nova Lula também saiu, mas é provável que eu perca a edição porque aqui em Jersey só temos revistinhas bem mainstream (tipo Vogue, Marie Claire) e a celebrity gossip asquerosa de sempre. Ah sim, eles têm revistas para aficcionados em tratores (!) e casas de boneca (yay), mas não, não têm revistas levemente menos povão como a Lula. OK, eu já consegui comprar POP, Dazed & Confused e iD antes, mas como a procura por esse tipo de coisa aqui deve ser mínima, é complicado achá-las sempre. No caso da Lula é nunca, mesmo.
Detalhe é que mês passado eu finalmente consegui encontrar um site onde se pode assinar a revista; devia tê-lo feito a tempo de pegar a edição spring/summer. Mas acho chato pagar 20 libras para assinar uma revista que sai DUAS vezes por ano. Whatever; ou isso, ou nada.

Essa foto é alguma coisa. Não apenas pelo BIZARRO da situação, como também pela lembrança ingrata que me traz. Quando criança me convidaram para uma festinha de aniversário cujo tema era “jardim”; lembro porque a idéia para o tema veio de uma revista que era da minha mãe - e que havia sido emprestada para a vizinha ter “idéias” para o aniversário da filha. Uma sebosa completa, dessas “princesinhas da mamãe” com cara de quem havia cheirado cocô, que chorava à toa e dava escândalo quando pedíamos para brincar com seus brinquedinhos caros.
Então a mãe da pentelha fez asinhas de borboleta, grilo e joaninha iguais à da revista (e parecidas com essa da foto) e obrigou convidados com menos de 10 anos a usá-las. Após breve inspeção, concluí que a asa de grilo era a menos ridícula e peguei uma. A mulher ARRANCOU o negócio da minha mão e me empurrou uma borboleta ROSA. “Os grilos são para os meninos”, explicou ela com um sorriso forçado. “Foda-se”, pensei eu, que nada tinha a ver com aquele fascismo de gênero babaca. Joguei a borboleta na pilha de asas disponíveis e peguei o grilo novamente. Que novamente me foi arrancado das mãos e a mesma borboleta oferecida. Teríamos ficado nesse “devolve, puxa, devolve” por um bom tempo, se a aniversariante não tivesse chegado e gritado BEM dentro do meu ouvido: “A BORBOLETA É QUE É DE MENINA, SUA BURRA”.
WTF?? Desculpaí chuchu, mas você ainda berra pra mamãe vir limpar a sua bunda (e tão alto que eu ouvia lá de casa); assim sendo, não tem moral alguma para questionar meu intelecto. Imediatamente fiz a Liciane e taquei a mão na cara da aniversariante, que perdeu o equilíbrio e bateu com a cabeça na mesa do bolo, jogando boa parte dos enfeites no chão. Berreiro, tumulto, a mãe da menina não sabia se acudia a filha ou se me xingava. Não esperei o desenrolar dos acontecimentos; tomei o caminho de casa, não sem antes pegar uns dois ou três docinhos que haviam caído da mesa. A boa notícia é que nunca mais fui convidada a nenhuma festa na casa da nojenta; a má é que minha mãe nunca mais viu a edição de Dezembro da Faça Fácil Festas Infantis.